da
Agência Lusa, em Buenos Aires (Argentina)
Armazenar
dióxido de carbono (CO2) debaixo da terra pode
ser uma técnica promissora na luta contra o efeito
estufa. É o que diz um estudo divulgado hoje pela
AIE (Agência Internacional de Energia) durante a
Cúpula do Clima, em Buenos Aires.
A
idéia é "prender" o gás
no subterrâneo, evitando que ele seja liberado para
a atmosfera e continue a aquecê-la. A agência
preconiza que se multipliquem por cinco os orçamentos
para pesquisa dedicados a esta tecnologia, de modo a atingirem
US$ 500 milhões por ano em escala mundial.
Ao
apresentar o trabalho, o diretor executivo da AIE, Claude
Mandil, lembrou que as emissões mundiais de CO2
aumentarão 62% entre 2000 e 2030 se não
houver novos esforços para reduzir as emissões
dos gases-estufa.
A
técnica poderia chegar à fase industrial
a partir de 2020 e ser utilizada em grande escala na segunda
metade do século 21 até se tornar obsoleta
com a generalização dos sistemas energéticos
que não emitem CO2, como pilhas de combustível
e sistemas que usam o hidrogênio, diz a agência.
A
AIE mencionou uma centena de projetos em curso ou em estudo
em todo o mundo para armazenamento de C02, mas apenas
dois de envergadura.
No
Mar do Norte, a companhia norueguesa Statoil capta o CO2
de uma jazida de gás natural e injeta-o no fundo
do oceano, e em Wayburn, oeste do Canadá, o CO2
proveniente de uma central de gaseificação
de carvão é transportado por um gasoduto
e injetado em uma jazida de petróleo.
Em
conjunto, estes projetos só permitirão armazenar
100 milhões de toneladas de CO2 por ano até
2015, quando o potencial explorável até
2030 permitiria reter três vezes mais dióxido
de carbono, segundo a agência.
A
tecnologia será testada pelo setor elétrico,
segundo a AIE, com a construção até
2015 de dez grandes centrais térmicas dotadas de
capacidade de captação e armazenamento de
CO2 nas proximidades.
FONTE:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u12741.shtml