Espécie
típica dos campos de altitude e da mata atlântica,
a candeia (Eremanthus erythropappus) é
velha conhecida dos produtores rurais que a utilizam para
a construção de moirões de cerca,
em função de sua durabilidade.
Dela também é extraído o óleo
alfabisabolol, muito usado na fabricação
de medicamentos e cosméticos por suas propriedades
antibacterianas e antimicóticas. Esse óleo
é muito valorizado no mercado nacional e internacional
alcançando o valor de até US$ 60 o quilo.
Apesar do grande valor econômico, a extração
da candeia ainda é feita de forma desordenada,
o que pode ameaçar a sobrevivência da espécie.
Desde 2003, o IEF, o Ministério do Meio Ambiente
e a Universidade Federal de Lavras vêm trabalhando
no desenvolvimento de um sistema de manejo sustentável
da candeia, minimizando a extração e o comércio
clandestino da espécie.
O engenheiro florestal Rafael Magalhães, gerente
da Floresta Estadual de Uaimií, explica que a candeia
se desenvolve em áreas pouco férteis, com
solo raso e, principalmente, com altitude entre 900 e
1,8 mil metros. "O solo onde a candeia cresce geralmente
é pouco adequado à agricultura e pecuária
e seu aproveitamento sustentável é a solução
para geração de emprego e renda sem agressões
à natureza", observa.
Em Uaimií, o IEF tem promovido diversos encontros
com representantes da comunidade local para sensibilizar
os produtores sobre a importância do uso sustentável
da candeia e seu potencial como atividade econômica.
"A resposta dos produtores tem sido positiva e logo
teremos condições de levar o trabalho para
as outras regiões onde a candeia é encontrada",
afirma Rafael Magalhães.
Secom/IEF
FONTE:
http://www.ief.mg.gov.br/noticias/leiamais.asp?id=59