Para
promover a agricultura urbana e periurbana, com propostas
de geração de renda nas periferias das grandes
cidades, como forma de combate à pobreza de maneira
mais sustentável e políticas mais estruturantes,
gerando emprego, renda e desenvolvimento nas regiões
mais pobres das grandes cidades, foi criado, em 16 de
agosto de 2003, o Fórum de Agricultura Urbana e
Periurbana para a Região Metropolitana de São
Paulo. Essa ação visa também as questões
ambientais para que a agricultura não seja degradante,
reequilibre o meio ambiente e as áreas de mananciais.
A Embrapa Meio Ambiente (Jaguariuna, SP), unidade da Empresa
Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada
ao Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento, participa de grupo técnico para
elaboração de diagnóstico sobre a
agricultura atual na região metropolitana.
O
Fórum é composto pelas prefeituras da região
metropolitana, pelos movimentos sociais e populares, instituições
de pesquisa, órgãos de fomento, entidades
da sociedade civil, entre outros.
O
Projeto de Lei 234/2003, que cria o Programa de Agricultura
Urbana e Periurbana no município de São
Paulo, foi apresentado pela vereadora Lucila Pizani Gonçalves
(PT). Entre as inovações do projeto está
o fato de considerar o cultivo de hortaliças, legumes,
plantas medicinais, plantas frutíferas e flores,
criação de animais de pequeno porte, piscicultura
e a produção artesanal de alimentos e bebidas
como agricultura urbana.
Outra
novidade é que em seu , o Projeto diz que o Executivo
deverá incluir, no conteúdo de algumas?artigo
9 disciplinas escolares, os princípios básicos
de agricultura.
O
Programa é uma das alternativas do Governo para
promover o aumento da produção e da geração
de emprego e renda para comunidades carentes, contribuindo
para a melhoria das condições de vida local,
explica Paulo Kitamura, chefe geral da Embrapa Meio Ambiente,
um dos integrantes da equipe.
O
grupo técnico composto pela Embrapa Meio Ambiente,
a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios
(envolvendo o Instituto de Economia Agrícola, Instituto
Agronômico de Campinas, Instituto Biológico
e Instituto de Pesca), a Universidade de São Paulo,
a Prefeitura de São Paulo, o Incra, e algumas Ongs,
como o Instituto Polis e o Instituto Internacional de
Ecologia, prepara o diagnóstico sobre a agricultura
urbana e periurbana na região metropolitana, uma
vez que não se tem o levantamento preciso de áreas
agricultáveis e nem do que é ocupado com
agricultura, com hortas domésticas e comunitárias,
por exemplo, e a partir daí procurar soluções
adequadas. A Embrapa também realiza estudos para
aproveitamento da água da chuva na agricultura.
A
agricultura urbana é geradora de vários
benefícios sociais, econômicos e ambientais.
O uso adequado de tecnologias, além de promover
a produção de alimentos sadios, a melhoria
das condições de saúde, a educação
ambiental da população e a possibilidade
de aproveitamento de recicláveis e resíduos,
representa uma importante ferramenta na adoção
de políticas públicas para o desenvolvimento
local e territorial, conclui Kitamura.
FONTE: http://www.cnpma.embrapa.br/informativo/intermed.php3#211
Informativo Meio Ambiente & Agricultura nº45
[ano XII nº 45 mar/abr 2004]