Durante
7 meses, matas não poderão ser derrubadas
até a conclusão do processo de consulta
pública para a criação de reservas
O
Senado aprovou ontem projeto de conversão que impõe
limitações administrativas temporárias
em áreas destinadas à conservaçãoambiental.
A medida é considerada fundamental pelo Ministério
do Meio Ambiente para conter o desmatamento naAmazônia.
As regrasjá estão em vigor por meio da Medida
Provisória 239, e agora, com a aprovação
da proposta, passarão a ter valor de lei com a
sanção do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva ao projeto.
Segundo
o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante
(PT-SP), o projeto estabelece que, durante sete meses,
as matas em áreas que serão transformadas
em reserva ambiental não poderão ser derrubadas
até a conclusão do processo de consulta
pública destinado à criação
das áreas de proteção. A MP foi editada
por Lula a pedido do Ministério do Meio Ambiente
(MMA) por causa da constatação de que o
movimento de devastaçãos ofria aceleração
no momento em que se anunciava o início do processo
para a criação das reservas.
O
projeto foi aprovado por 47 votos a favor e 1 contra.
Houve uma abstenção. A ministra do Meio
Ambiente, Marina Silva, fez questão de falar, por
telefone, com líderes do governo e da oposição
e agradecer pelo apoio à proposta. De acordo com
o texto, o governo institui a tutela do Estado por meio
da imposição de limitações
administrativas em áreas em que se considerar que
há interesse ecológico. Segundo o MMA, a
proposta não impede o desenvolvimento regional,
porque as regras tornam apenas mais eficaz a atuação
do Estado quando da preservação de áreas
públicas ou privadas em unidades de conservação.
O
Ministério diz ainda que a medida provisória
respeita o direito de propriedade e leva em conta a definição
de regras para indenizações em casos de
desapropriação de áreas privadas.
Depois da edição da MP, o presidente Lula
assinou um decreto possibilitando a “interdição
administrativa” de 8,2 milhões de hectares ao longo
da rodovia BR-163, noPará, a fim de permitir a
realização de estudos para a criação
de unidades de conservação ambiental. Na
avaliação do líder do PSDB no Senado,
Arthur Virgílio, que é do Amazonas, a medida
é importante para se fazer “justiça à
Amazônia”.
Gilse
Guedes
FONTE:
http://www.amazonia.org.br/noticias/noticia.cfm?id=165924