Por
Helen Lopes
Uma fonte do Tribunal Regional Federal da 4°Região
de Porto Alegre confidenciou ao Ambiente JÁ que
o recurso contra o enchimento da barragem da Usina Hidrelétrica
de Barra Grande deverá ser julgado por um grupo
de notáveis formado por desembargadores. Ainda
segundo a fonte, não há data prevista para
isso acontecer.
Na
sexta-feira (15/7) uma nova manifestação
de repúdio à usina foi realizada em Porto
Alegre, em frente a sede regional do Ibama. A maioria,
formada por ambientalistas e estudantes, fez-se ouvir
pelo coro: fraude, crime, descaso social, não vamos
deixar alagar o pinheiral .
Para
o advogado e ambientalista Caio Lustosa, os acontecimentos
relacionados a Barra Grande demonstram que os grandes
interesses econômicos e técnicos ainda se
sobrepõe aos ambientais. — A irregularidade do
caso ficou escancarada, pena que a Justiça Federal,
que poderia pedir a revisão para minora o impacto
não o fez-, lamenta. Lustosa, que foi um dos fundadores
da Associação Gaúcha de Proteção
Natural (Agapan), ONG pioneira no Estado, ressaltou a
importância dos movimentos atuais, que para ele,
estariam revivendo os bons e velhos tempos.
Segundo
o advogado do Núcleo Amigos da Terra (NAT), Rogério
Ramme (vide também a matéria de 05.07.2005),
existem recursos possíveis junto ao TRF. — Queremos
agilidade, pois estão demorando muito para julgar
os recursos-, diz. Ele observa que duas liminares obtiveram
sucesso na primeira instância - uma que pedia a
cassação total das licenças e outra
que pedia a realização de perícias
no local. Tais liminares foram revogadas na segunda por
decisão do desembargador Vladimir Passos de Freitas,
ex-presidente do Tribunal.
Além
do NAT, participaram da organização da passeata,
o Movimento SOS Rio Uruguai, o Instituto Gaúcho
de Estudos Ambientais, Partido Verde e estudantes do curso
de Biologia da UFRGS.
Notícia
relacionada: Barra
Grande: a natureza está de luto
FONTE:
http://extranet.agricultura.gov.br/pubacs_cons/!ap_detalhe_noticia_cons_web