No
caso dos tratores e colhedoras comercializadas no Brasil,
por exemplo, não houve um aumento proporcional
do tamanho e largura dos pneus, que continuaram rígidos.
Essa rigidez impede que o pneu se molde no solo de acordo
com as irregularidades do terreno e, por isso, a sua área
de contato fica reduzida, aumentando a pressão
na sua superfície.
Com
o tráfego intenso de máquinas em operações
de preparo, semeadura, tratos culturais e colheita, o
solo acaba tornando-se cada vez mais compacto e, conseqüentemente,
menos produtivo. Isso é o que mostram pesquisadores
da Universidade Federal de Santa Maria em um estudo realizado
na área experimental do Departamento de Solos.
Segundo
artigo publicado na edição de maio/junho
da revista Ciência Rural, “o objetivo do estudo
foi determinar o efeito de diferentes níveis de
tráfego de máquinas na alteração
das propriedades físicas do solo, e verificar quais
as propriedades físicas mais afetadas pelos estados
de compactação impostos pelo tráfego
no plantio direto”.
A
partir dos resultados, a equipe constatou que houve significativas
alterações nas propriedades do solo. Houve
redução da porosidade total e da macroporosidade
e aumento da densidade e da resistência do solo
à penetração. Isso acaba afetando
a permeabilidade e a disponibilidade de nutrientes e água,
o que pode impedir o crescimento de raízes e diminuir
o volume de solo explorado pelo sistema radicular. E não
é só isso. Segundo os pesquisadores, além
da redução do crescimento e do desenvolvimento
radicular, há um aumento das perdas de nitrogênio,
do consumo de combustível e do processo de erosão
pela menor infiltração de água.
Por
isso, eles alertam para a importância de se adotar
determinados cuidados com o solo, como por exemplo reduzir
o tráfego contínuo de máquinas pesadas,
revolver freqüentemente o solo e evitar o uso de
equipamentos agrícolas em dias em que o nível
de umidade é muito elevado.
FONTE:
http://www.boletimpecuario.com.br/noticias/noticia.php?noticia=not5530.boletimpecuario