O
diretor de Proteção Ambiental do Ibama,
Flávio Montiel, fará uma palestra nesta
terça-feira (19/07), na 57ª reunião
anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência-SBPC,
em Fortaleza, sobre a campanha do Governo Federal contra
a Biopirataria. Montiel falará a partir das 14h,
na Universidade Estadual do Ceará (UEE), campus
do Itaperi. O Brasil figura entre os cinco países
com maior acervo genético natural, com potencial
para aproveitamento farmacêutico e a cura de doenças,
o que explica o interesse estrangeiro em piratear recursos
naturais do País, sobretudo da floresta Amazônica,
rica em biodiversidade.
A campanha de combate à biopirataria foi desencadeada
em maio passado, após a constatação
da exploração ilegal do patrimônio
genético brasileiro por cientistas de grandes laboratórios
internacionais. “Esse crime traz prejuízos imensos
ao Brasil. Por exemplo, a planta pau-pereira, que retarda
o câncer, é coletada na Amazônia por
R$ 7 a tonelada. Depois de patenteada lá fora,
um tubo com 120 gramas (contendo o princípio ativo
da planta) é vendido a US$ 85", afirma o diretor
do Ibama.
Ações – A campanha teve início com
a assinatura de um convênio entre o Ibama, a Polícia
Federal e a Agência Brasileira de Inteligência.
Os órgãos atuam juntos para aprimorar o
trabalho de investigação daquele crime.
Graças a ele, de janeiro a abril deste ano, o Ibama
emitiu 995 autos de infração que somaram
R$ 20,4 milhões em multas por tráfico de
animais. Os fiscais apreendem anualmente entre 44 mil
e 49 mil animais, mais de 80% são pássaros.
Um folheto da campanha (“Futuras Gerações
precisam de Gerações Futuras”) orienta sobre
procedimentos legais. O principal é a obrigatoriedade
de autorização do Ibama para se transportar
animais silvestres, produtos da fauna e flora, materiais
genéticos e substâncias nocivas. Pesquisadores
estrangeiros, interessados em participar de expedições
científicas em território nacional, são
informados sobre as exigências do governo brasileiro
para tal atividade. O folder é distribuído
em aeroportos e postos da Polícia Rodoviária
Federal.
Denúncias sobre transporte ilegal de espécies
da biodiversidade brasileira podem ser feitas por e-mail
(linhaverde@ibama.gov.br) ou pelo telefone 0800-618080.
A ligação é gratuita.
Rubens Amador
Ibama / Sede
FONTE:
http://www.ibama.gov.br/novo_ibama/paginas/materia.php?id_arq=2965