A água está em tudo


A ausência e urgência da conservação do solo na agenda nacional foi tema do painel de discussão promovido pela ANA, Agência Nacional de Águas, na manhã de hoje, 15 de abril (Dia Nacional da Conservação do Solo). Na abertura, José Machado, diretor-presidente da ANA, falou da necessidade do debate sobre a relação entre água e solo, especialmente no que se refere à agricultura – setor que mais consome água bruta no país (cerca de 70%). Ressaltou que entre os papéis da ANA está o de estimular à atividade econômica conciliada com os mecanismos que levem ao uso racional dos recursos hídricos como forma de alcançar um desenvolvimento econômico sustentável e gerar melhores condições de trabalho e vida para a população.

O ex-ministro da Agricultura, Alysson Paulinelli, um dos expositores, falou da íntima relação que o tema conservação do solo tem com a água, justificada pela importância do produtor de água. Ele explicou que esse “personagem” é aquele “que interfere diretamente no processo biológico da água (ciclo da água), do qual fazem parte o solo, as plantas e animais [o que inclui o homem]”, esclareceu. O ex-ministro lembrou ainda que a água está em tudo: “Nós mesmos somos um repositório de água”.

Segundo Paulinelli, preservar a água é mais abrangente do que proteger os rios, assim como conservar o solo não é apenas reter matéria física. É algo que envolve manejo adequado dos recursos naturais, informação correta, educação e tecnologia. Exemplo da íntima relação entre água e solo é o Aqüífero Guarani, maior reserva de água doce do planeta, que é como uma rocha esponjosa, na qual a água é “reservada”.

Outro exemplo da relação entre água e solo é o rio Taquari, um dos mais importantes rios do Pantanal, afluente do rio Paraguai, que, com 801 km, corta os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Segundo Antônio Félix, superintendente de Conservação e Solo da ANA, “o Taquari talvez seja o maior problema ambiental brasileiro, no qual o leque de deposição no rio cresceu muito, principalmente por causa da expansão da agricultura e pecuária”. Durante a solenidade foi exibido um vídeo, o qual apresentava a ação de recuperação realizada no rio – promovido pelo GEF, Fundo para o Meio Ambiente Mundial, durou quatro anos (2000-2004), do qual participou a ANA, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e a Organização dos Estados Americanos (OEA).

Por fim, os participantes do debate sobre o dia nacional de conservação do solo, reafirmaram a decisão de se efetivar uma agenda nacional, que coloque na pauta do dia a urgência de se conscientizar toda a sociedade, para o papel que cada cidadão tem no desafio de usar a água e os demais recursos naturais de forma racional. Envolvendo a agricultura, pecuária, o meio ambiente e o uso da água.


FONTE:
http://www.ana.gov.br/Destaque/destaque262.asp


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