Plano
que, em tese, envolveria 13 ministérios até
agora não decolou. Organizações do
Grupo de Trabalho de Florestas do Fórum Brasileiro
de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e Desenvolvimento
(FBOMS) aguardam, há mais de um mês, atendimento
de uma solicitação por audiência com
a ministra Dilma Roussef para discutir o assunto.
O Grupo de Trabalho (GT) de Florestas do Fórum
Brasileiro de Movimentos Sociais e ONGs para o Meio Ambiente
e o Desenvolvimento enviou hoje, dia 15 de agosto, à
ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, uma carta
com uma análise crítica das ações
do governo federal no âmbito do Plano de Ação
para Prevenção e Controle do Desmatamento
na Amazônia Legal, lançado pelo presidente
Lula, em 15 de março de 2004 . Para o GT, as iniciativas
da administração federal para o setor não
podem limitar-se a intervenções "esporádicas
e demonstrativas". As 22 entidades que compõem
o grupo, entre elas o ISA, aguardam, desde o dia 7 de
julho, por uma resposta da ministra a um pedido de audiência.
Quando veio a público, o Plano foi anunciado como
uma solução inovadora e emergencial para
os altos índices de desmatamento registrados na
Amazônia – entre 2003 e 2004, 26 mil quilômetros
quadrados de floresta desapareceram. Uma das novidades
da iniciativa seria justamente o espaço dado às
organizações da sociedade civil para discutir,
acompanhar e fazer a avaliação estratégica
do andamento das ações do Plano. Tal avaliação
não foi feita até hoje.
“Decorridos 17 meses de seu lançamento, é
possível afirmar que o Plano, formulado de acordo
com uma estrutura que continha quatro componentes, está
sendo implementado de forma tão limitada e parcial
que acaba esvaziando seu desenho e estratégia originais”,
afirma o documento. O texto aponta a “grave preocupação”
do GT com o processo de implementação observado
até agora dos componentes do Plano: obras de infra-estrutura,
ordenamento fundiário e territorial, monitoramento
e controle, e fomento a atividades sustentáveis.
Entre outros pontos, a carta lista o contingenciamento
e a falta de recursos orçamentários, a ausência
de determinação política para fazer
cumprir a legislação e a desarticulação
administrativa entre os ministérios envolvidos
como causas para o baixo índice de execução
das ações. As organizações
do GT também consideram que Dilma Roussef não
deixou de atender o grupo “por desinteresse em relação
à interlocução com a sociedade civil,
e sim, mais provavelmente, pela baixa prioridade que este
tema representa na intensa agenda operacional” da ministra.
No dia 2 de setembro, acontece uma reunião extraordinária
do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), em Cuiabá
(MT), atendendo um requerimento das organizações
não-governamentais apresentado pelo ISA. A expectativa
é que o governo federal deverá finalmente
apresentar sua avaliação sobre o Plano e
os governos estaduais relatarão o que estão
fazendo para reduzir os desmatamentos na Amazônia
Legal.
FONTE:
http://www.cidadania.org.br/conteudo.asp?conteudo_id=5155