O
governador Roberto Requião assinou nesta terça-feira
(19), na presença do ministro do Desenvolvimento
Agrário, Miguel Rosseto, um protocolo de intenções
entre o governo do Paraná e a Petrobrás
que estabelece a realização de estudos de
viabilidade técnica e econômica para implantação
de uma unidade produção de biodiesel em
São Mateus do Sul.
Segundo
informou o diretor da Petrobrás, Ildo Sauer, ao
governador e ao ministro até 2009 a estatal pretende
que 2% do diesel consumido no mercado Brasil seja oriundo
de fontes renováveis. “Até 2013, o país
vai precisar de 100 mil toneladas de biodiesel para atender
o mercado”, disse Sauer.
Na
opinião do ministro, o programa brasileiro de biodiesel
pode abrir um novo espaço para a expansão
da agricultura familiar e dar sustentabilidade econômica
aos assentamentos rurais. “Este é um programa estratégico
para o país, que vai gerar renda adicional aos
agricultores com a produção de oleaginosas”,
avaliou.
A
Petrobrás, explicou Rosseto, vai garantir a capacidade
de produção tecnológica e de compra
do produto através do sistema de distribuição
BR. Como estratégia de governo, a estatal será
orientada a colocar suas plantas industriais de processamento
do biodiesel nas bases produtivas dos assentamentos da
reforma agrária.
Menos
impostos - Segundo o ministro, a região do Nordeste
que sofre mais com as condições climáticas
adversas será uma das mais beneficiadas. O ministro
lembrou ainda que uma Medida Provisória do governo
federal vai estabelecer regras fiscais, com redução
da carga tributária para as empresas que comprarem
a matéria-prima para a produção de
biodiesel de agricultores familiares.
O
ministro Miguel Rosseto foi o convidado especial do governador
Roberto Requião na reunião com o secretariado
desta semana. Segundo o ministro, o direcionamento das
políticas públicas para a agricultura familiar
e para a reforma agrária é a prioridade
do Ministério do Desenvolvimento Agrário
(MDA) para democratizar o acesso à terra e ao conhecimento
tecnológico no meio rural.
Rosseto
anunciou ainda que pretende restabelecer o serviço
de extensão rural pública em todo o País.
Segundo Rosseto, com exceção do Paraná
e outros poucos Estados do Sul e Sudeste, cujos governos
estaduais assumiram a estrutura extinta no governo Collor,
os demais Estados da federação não
oferecem mais o benefício aos agricultores.
O
ministro argumentou que a extensão e a pesquisa
no meio rural são essenciais ao respaldo tecnológico
e do conhecimento para a Agricultura Familiar e assentamentos
rurais. Segundo ele, o MDA também está adotando
políticas que dão prioridade ao avanço
do cooperativismo e associativismo, para viabilizar atividades
que agregam valor econômico à produção
agrícola.
Rosseto
expôs a adoção de uma série
de instrumentos de apoio à Agricultura Familiar
e assentamentos rurais que, na sua opinião, democratizam
o acesso à terra. Conforme pesquisa encomendada
à Universidade São Paulo (USP), 33% de todo
o valor bruto da produção agropecuária
no Brasil provém da Agricultura Familiar e sustenta
10% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
Para
o ministro, a pesquisa comprova que esse é o modelo
de sustentatibilidade e viabilidade econômica para
o Brasil. Uma pequena propriedade que tenha acesso à
tecnologia, conhecimento, capacidade de organização
coletiva e disponha de políticas públicas
é capaz de uma renda por hectare superior a qualquer
outro modelo no país. Para Rosseto, o Paraná
é um exemplo na aplicação desse modelo
produtivo que prioriza o atendimento à agricultura
familiar.
Em
sua apresentação, o ministro defendeu a
necessidade do País superar o abandono histórico
de parcela da população rural em relação
às políticas públicas. Segundo ele,
educação e saúde foram as duas principais
causas do êxodo rural no país. O ministro
fez ainda uma defesa da Reforma Agrária, mas com
acesso ao conhecimento e tecnologia, para que proporcionem
geração de renda com o equilíbrio
da ocupação territorial e o respeito ao
meio-ambiente. Para o ministro, o país que quer
um projeto democrático precisa de autonomia tecnológica.
Box:
Mais
convênios
Outro
protocolo de intenções assinado pelo governador
Roberto Requião e o Ministério do Desenvolvimento
Agrário vai apoiar alunos recém-formados
das universidades estaduais nos cursos de Serviço
Social, Ciências Sociais e ligados às Ciências
Agrárias, para promover sua inserção
no mercado de trabalho junto aos municípios.
Com
o ministro Rosseto, o governador assinou também
um protocolo de intenções para o estabelecimento
de futuro convênio que vai implantar e promover
o turismo rural na Agricultura Familiar.
Requião
assinou ainda o contrato de prestação de
serviços para atender o menor aprendiz. Nesse contrato,
empresas públicas da administração
direta e indireta do Estado e o Serviço Nacional
de Aprendizagem Comercial (Senac) vão participar
do programa de inserção do adolescente no
mercado de trabalho.
Vale
do Ribeira
O
governador Requião e o ministro do Desenvolvimento
Agrário ainda entregaram para o sistema Cresol,
de cooperativismo de crédito rural, 12 veículos
para atender os municípios do Vale do Ribeira.
O convênio, no valor de R$ 372,9 mil conta com a
participação da Caixa Econômica Federal.
FONTE:
http://www3.pr.gov.br/noticias/seab/noticiascompletas.php?noticia=7&arquivo=noticia.txt