Palmas
(20/06/05) – Muitas espécies da flora brasileira
estão sob pressão, sendo coletadas, reproduzidas
ou comercializadas sem qualquer tipo de controle. Em alguns
casos - como o das orquídeas, planta nativa do
cerrado tocantinense - a coleta indiscriminada pode levar
a extinções locais.
O Ibama sempre preocupado em estimular estudos e programas
de educação ambiental, para ajudar a preservar
as mais de 3.500 espécies de orquídeas,
que existem no país, promoveu uma simulação
de crime de biopirataria nos Correios de Palmas.
A coordenadora do Núcleo de Unidades de Conservação,
Antônia Lúcia, levou uma orquídea
e postou sem maiores transtornos via sedex. A simulação
contou com a participação do coordenador
regional dos Correios, Paulo Werneck.
Foi mostrado à imprensa local os mecanismos que
os Correios utilizam para inibir as encomendas proibidas.
O aparelho raio-X por exemplo que detecta armas, animais
e material orgânico. De acordo com Werneck não
existe legislação específica para
o caso de encomendas com plantas e animais. “No código
dos Correios é proibido postar esses produtos,
no entanto não podemos violar as encomendas dos
clientes”, disse o Coordenador, acrescentando que cabe
a sociedade fiscalizar essa prática, denunciando
às autoridades competentes.
O Ibama lançou a campanha contra a biopirataria
no Tocantins na segunda-feira (13/06) e está previsto
para o mês de agosto promover debates e seminários
para alertar a população sobre o problema.
No evento serão ressaltadas as melhores maneiras
de obter orquídeas e conservá-las em casa,
evitando a coleta direta nas matas.
O Ibama informa, ainda, que o tráfico da fauna
e flora é a terceira maior atividade econômica
do mundo, só ficando atrás do tráfico
de drogas e de armas, movimentando mais de US$ 20 milhões
por ano. A multa para quem pratica este tipo de crime
varia de R$ 500 reais a R$ 25 mil reais, dependendo da
quantidade de espécies apreendidas.
Rose Vidal
Ibama/TO
FONTE:
http://www.ibama.gov.br/novo_ibama/paginas/materia.php?id_arq=2855