Cerca
de 600 pesquisadores de 31 países debaterão
de 25 a 29, em Curitiba (PR), sobre os rumos dos estudos
na Antártica. Durante a reunião, três
em cada dez estudos serão apresentados por brasileiros.
É a primeira vez que o Comitê Científico
sobre Pesquisa Antártica (SCAR, sigla em inglês),
com sede na Inglaterra, promove um evento desse porte
na América do Sul. O comitê promove e coordena
todas as pesquisas desenvolvidas no continente antártico.
No encontro do SCAR, alguns trabalhos mostrarão
a importância do continente gelado para o equilíbrio
ecológico e climático do Planeta. O evento
também dará maior visibilidade ao Programa
Antártico Brasileiro (ProAntar), que começou
no início dos ano 80 e é considerado modelo
em alguns segmentos pela comunidade internacional. Além
da apresentação de trabalhos e pesquisas,
o encontro contará com exposições
de materiais e de fotos sobre as atividades do Brasil
no continente.
O Ministério do Meio Ambiente trabalha para que
as atividades dos brasileiros na Antártica causem
o menor impacto possível sobre o frágil
equilíbrio natural, e também ajuda a financiar
pesquisas sobre clima e biologia na região. Entre
os participantes do Ministério do Meio Ambiente,
estão a bióloga e consultora do ProAntar,
Tânia Brito; Ana Paulo Prates e Eduardo Oliveira,
do Núcleo da Zona Costeira e Marinha.
O ProAntar é gerenciado pelos ministérios
do Meio Ambiente, das Relações Exteriores,
da Defesa, da Ciência e Tecnologia, das Minas e
Energia e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico
e Tecnológico, que fornece bolsas de estudo. A
base do programa no continente é a Estação
Comandante Ferraz, na Ilha Rei George, na Península
Antártica.
O Tratado da Antártica entrou em vigor em 1961
e foi definido pelas Nações Unidas para
reservar o continente à paz, à pesquisa
e à cooperação internacional. Na
região, estão proibidas atividades militares,
o depósito de qualquer tipo de lixo e a exploração
econômica de minerais até 2047. O Brasil
assinou o acordo em 1975 e, em 1982, fez sua primeira
viagem ao continente.
ASCOM
FONTE:
http://www.mma.gov.br/ascom/ultimas/index.cfm?id=1851