Representantes
dos governos do Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina,
Uruguai e de organizações não-governamentais
desses países, reunidos esta semana em Poconé,
no Mato Grosso, definiram um conjunto mínimo de
ações para a proteção e o
desenvolvimento sustentável do Sistema Paraguai-Paraná
de Áreas Úmidas.
O sistema é um corredor com 400 mil quilômetros
quadrados de regiões alagáveis por água
doce (imagem ao lado). A região tem grande importância
ecológica, científica e econômica,
e possui muitos locais reconhecidos como reservas da biosfera,
sítios ramsar ou parte do patrimônio mundial
natural.
Para a proteção do sistema, foi definido
que um programa de cooperação entre os países
deverá contar com a participação
de governos, ongs, organismos internacionais e comunidades
locais, deverá proteger os conhecimentos tradicionais,
observar trabalhos locais e regionais em curso, e ainda
levar em consideração as conveções
das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica,
sobre Zonas Úmidas (Ramsar), de Mudanças
Climáticas, entre outras.
Também foi acertado durante a reunião, no
Sesc Pantanal, que cada país formará um
grupo para levantar as ações em andamento
em cada região, definir um cronograma de reuniões
políticas e técnicas e encaminhar as ações
para a preservação dessas áreas pantanosas.
"Durante o encontro, ficou clara a intenção
dos governos e das ongs em definir uma agenda para promover
o uso sustentável do corredor", disse a responsável
técnica pela Convenção de Ramsar
no Brasil, Maria Carolina Hazin, do Ministério
do Meio Ambiente.
Para o Brasil, é importante garantir que as ações
de cada país, em áreas como transporte,
energia, mineração e agricultura, por exemplo,
não tragam prejuízos ambientais e econômicos
às nações vizinhas e a preservação
do Sistema Paraguai-Paraná. Além do valor
ambiental, essas áreas alagáveis garantem
o sustento de mais de 20 milhões de pessoas que
lá vivem, incluindo povos tradicionais e indígenas.
O Pantanal Brasileiro, nos estados do Mato Grosso e Mato
Grosso do Sul, é a porção inicial
do sistema. A região é "abastecida"
principalmente pelos rios Pilcomayo, Paraná e Paraguai.
A sobrevivência do Pantanal, maior planície
inundável do planeta, depende das chuvas e do regime
de cheias e vazantes.
No Brasil, os sítios ramsar do Parque Nacional
do Pantanal e da Reserva Particular do Sesc Pantanal fazem
parte do ssitema.
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FONTE:
http://www.mma.gov.br/ascom/ultimas/index.cfm?id=1903