O
Museu Geológico Valdemar Lefèvre - MUGEO,
do Instituto Geológico, órgão vinculado
à Secretaria do Meio Ambiente do Estado - SMA,
ingressou na era virtual ao lançar, nesta quinta-feira
(20/10), totens multimídia que permitirão
aos usuários visualizar fósseis, peças
do seu rico acervo paleontológico, instrumentos
de trabalho de campo e dados históricos, entre
outras informações. O próximo avanço
será disponibilizar todas essas informações
na internet.
A
realização desse trabalho de digitalização
das informações, bem como a aquisição
dos equipamentos, foi toda patrocinada pela Fundação
Vitae que, ao longo de vinte anos de atuação
no Brasil, investiu cerca de US$ 100 milhões em
projetos ligados À cultura e ao meio ambiente.
Fernando
Alvez Pires, que dirige o museu há doze anos, comemorou
mais esta conquista afirmando que "quando iniciei
meu trabalho, o MUGEO encontrava-se fechado à visitação
e todo o seu rico acervo, reunido em mais de cem anos
de existência, estava indisponível ao público”.
Para mudar essa situação, foi necessária
a readequação das instalações
e reconquistar o público. “Quando, em 2001, encerramos
o ano com mais de 100 mil visitas, imaginamos termos esgotado
a nossa capacidade de expansão, porém, quando
iniciamos a exposição itinerante do nosso
acervo, já vista por mais de 500 mil pessoas, tivemos
a idéia de criar o museu virtual, cuja concretização
constituiu uma grande alegria para toda a equipe",
afirmou.
Gina
Machado, da Fundação Vitae, ressaltou a
dedicação da equipe, afirmando que "foi
uma experiência muito bonita acompanhar o esforço
destes profissionais que mergulharam em profundas reflexões,
à procura de uma solução para ampliar
o alcance e o compartilhamento de todo o conhecimento
que o museu abriga num exíguo espaço físico".
O MUGEO, por estar instalado no Parque Água Branca,
vinculado à Secretaria da Agricultura e Abastecimento,
não tem mais condições de ampliar
as suas instalações. Por este motivo, somente
com criatividade foi possível romper a barreira
física e atingir um público maior.
A
diretora do Instituto Geológico, Sônia Abissi
Nogueira, que representou o secretário estadual
do Meio Ambiente, professor José Goldemberg, afirmou
que "esta é uma importante conquista, pois
quem trabalha com pesquisa sabe o quanto é necessário
difundir os conhecimentos e agora podemos contar com mais
esta ferramenta, que vai levar ao público informações
tão valiosas sobre o Estado de São Paulo”.
Ao finalizar ressaltou que “para entender a natureza hoje,
é preciso conhecer o passado".
O
acervo do MUGEO reúne peças com dois bilhões
de anos, fósseis de dinossauros brasileiros e um
exemplar raro de fóssil de morcego, além
de 600 amostras de minerais de diversas partes do planeta,
entre outras curiosidades. O museu realiza, ainda, oficinas
para estudantes do 1º grau ao universitário.
Dispõe, também, de uma exposição
fotográfica itinerante, agora acrescida de um totem
multimídia com telão.
Tanto
o Instituto Geológico, quanto o Museu Geológico,
tiveram origem na Comissão Geográfica e
Geológica do Estado de São Paulo, criada
em 1886 por naturalistas de renome. Durante 35 anos, os
membros da comissão percorreram o Estado de São
Paulo realizando pesquisas, levantamentos detalhados sobre
o solo, clima, geomorfologia, geologia e hidrografia.
O
MUGEO funciona de terça a domingo, das 9 às
17 horas. As escolas podem agendar visitas monitoradas
às terças e quartas-feiras, para as 10 horas
ou 14 horas. Mais informações pelo fone
11-263.6797.
Texto
Cris Olivette
Fonte:
http://www.ambiente.sp.gov.br/destaque/2005/outubro/21_mugeo.htm