Uma
ferroada de vespa, abelha ou formiga pode trazer complicações
sérias à saúde principalmente se
a pessoa atingida for alérgica aos venenos destas
espécies que, de acordo com dados internacionais,
atinge 0,3% a 4% da população mundial. São
edemas, taquicardia, urticária, entre outros 30
sintomas descritos na literatura científica. Se
for um ataque em massa, a vítima pode apresentar
lesões nos rins, fígado e coração,
levando até mesmo à morte.
O
tratamento mais indicado para este tipo de alergia é
a aplicação de um extrato feito a partir
de proteínas do próprio veneno do inseto
agressor para estimular a defesa do organismo. O problema
é que os disponíveis no mercado, produzidos
nos EUA e na Europa, são baseados em espécies
típicas de clima frio, que não induzem a
proteção imunológica adequada.
Segundo
os especialistas, a solução passa, então,
pela identificação do inseto agressor, a
coleta do seu veneno e a preparação de um
extrato padronizado que estimule a produção
de anticorpos específicos da espécie. Só
que, no Brasil, existem cerca de 500 espécies,
apenas de vespas, e há poucos laboratórios
preparados para desenvolver este tipo de medicação.
O
Centro de Estudos de Insetos Sociais (Ceis), unidade auxiliar
do Instituto de Biociências (IB) da UNESP, campus
de Rio Claro, é um dos poucos que possuem condições
para produzir os soros antiveneno e extratos para imunoterapia
destas alergias. Depois de dez anos de estudos, levantando
as espécies mais incidentes em cada região
do País e fracionando substâncias dos venenos,
o CEIS acaba de desenvolver uma tecnologia que vai proporcionar
a sua produção em larga escala.
Mais
informações podem ser obtidas no site:
www.unesp.br
FONTE: http://www.saopaulo.sp.gov.br/sis/lenoticia.asp?id=59398