Polícia Ambiental lança linha 0800 e revista sobre segurança


A Polícia Militar Ambiental, para aprimorar sua atuação no Estado de São Paulo, vai lançar na próxima segunda-feira (25/10), às 16 horas, a linha 0800-132060, que vai centralizar as denúncias de crimes ambientais como desmatamentos e prática de caça e pesca clandestinas, além de questões de segurança na área rural.

No mesmo evento, que acontecerá no Auditório Augusto Ruschi, na sede da Secretaria do Meio Ambiente do Estado, na Avenida Professor Frederico Hermann Jr., 345, Alto dos Pinheiros, em São Paulo, será lançada também a revista “Segurança Ambiental”, publicada pelo Comando de Policiamento Ambiental.

"Os membros da corporação ambiental têm profundo conhecimento das questões relacionadas ao ambiente e sua proteção. Prova disso é esta publicação totalmente concebida e desenvolvida pelos policiais", destaca o coronel PM João Leonardo Mele, comandante geral da Polícia Ambiental e autor da primeira matéria da revista.

Tanto a linha 0800, que está sendo criada para melhorar a atuação da Polícia Ambiental, quanto a revista, que tem a finalidade de conscientizar e qualificar o contingente de 2.200 soldados, fazem parte do "Programa de Qualidade do Policiamento Ambiental", que vem sendo implementado há cerca de três anos em todas as 120 bases operacionais existentes no Estado.

Ligação gratuita
A linha 0800-132060, cujas ligações são gratuitas, vai receber denúncias de crimes ambientais garantindo ao cidadão total segurança e sigilo. "O denunciante não precisa se identificar. Cada denúncia receberá um número de atendimento, facilitando o acompanhamento dos desdobramentos da ação da Polícia Ambiental.

A centralização das denúncias também será um fator importante para agilizar as respostas", informou o tenente Róbis. Esse serviço foi testado durante um ano na região do Litoral Norte e Litoral Sul de São Paulo e, a partir de 25 de outubro, estará cobrindo todo o Estado. No período de testes, as denúncias mais freqüentes se referiam a desmatamento, caça e pesca clandestinos.

O comando notou, no entanto, que esse serviço tem um aspecto educacional, pois "muitas pessoas ligaram pedindo orientação sobre desmatamento, cursos de educação ambiental, esclarecimentos diversos envolvendo a questão ambiental e até mesmo agradecimentos pelo resultado obtido com uma denúncia”, informou Róbis. Por esse motivo, a equipe de atendimento foi devidamente treinada para dar essas informações ou indicar o órgão adequado, onde o cidadão poderá obter mais detalhes sobre o assunto
de interesse.

A revista
Com tiragem de três mil exemplares e periodicidade bimestral, a primeira edição da revista "Segurança Ambiental" terá 148 páginas, onde são abordados temas de interesse, não somente dos integrantes da Polícia Ambiental, mas também dos que atuam em outras áreas como os advogados, delegados, juízes e técnicos de instituições governamentais e de entidades privadas.

Criada há 55 anos, a Polícia Ambiental do Estado de São Paulo, vinculada à Polícia Militar, é a mais antiga da América Latina. "A intenção da corporação não é simplesmente divulgar as ações da Polícia Ambiental, mas, sim, disseminar informações com orientação técnica, voltada aos policiais ambientais e operadores do Direito", informou o tenente Marcelo Róbis.

O primeiro número vai tratar de temas como Segurança Ambiental e Segurança Pública; Desenvolvimento Sustentável; Princípios e Práticas Institucionais; Estudos do Uso da Água e os Danos Ambientais Causados pelo Sistema de Irrigação; Municípios e Policiamento Ambiental; Pesca, Ato Tendente; Poder de Polícia do Município no Controle da Ocupação do Solo Urbano; e Meio Ambiente e Direitos Humanos - A Qualidade Ambiental Como Novo Elemento da Cidadania.

"Com essa publicação, o comando da Polícia Ambiental espera que a própria corporação reforce a sua doutrina, além de estabelecer um canal de comunicação com os profissionais de órgãos que trabalham em conjunto conosco, para que compreendam de forma mais clara o foco de nossa atuação", concluiu Róbis.

Texto: Cris Olivette


FONTE: http://www.ambiente.sp.gov.br


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