Embrapa vai apresentar pesquisas de algodão no DF


A cultura do algodão é uma das 10 mais importantes do país, ocupando o sexto lugar mundial em superfície cultivada. É de grande importância sócio-econômica e gera milhares de empregos diretos e indiretos. A produção de algodão herbáceo foi o destaque da safra nacional de 2004 que, por causa dos bons preços praticados, cresceu cerca de 73% em relação a 2003 e registrou aumento de aproximadamente 62% na área cultivada. Diante da importância desse produto para a nossa economia, a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia decidiu elegê-lo como tema para a exposição que vai promover nos dias 27 e 28 de agosto, na Feira Botânica do Shopping CasaPark, em Brasília (DF).

Recursos genéticos de algodão

Quem visitar a exposição da Embrapa no Shopping CasaPark vai conhecer as pesquisas desenvolvidas para conservação e uso de recursos genéticos de algodão. Por ser uma espécie nativa do Brasil, o algodão possui muitos parentes silvestres. A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e a Embrapa Algodão, outra unidade da Embrapa localizada em Campina Grande (PB), investem em ações de coleta dessas espécies silvestres em várias regiões brasileiras e na sua conservação. Elas são utilizadas nos programas de melhoramento genético de algodão para desenvolvimento de variedades mais produtivas.

Plantas transgênicas de algodão

Uma das prioridades da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia para a cultura de algodão é investir na produção de plantas transgênicas com resistência ao bicudo do algodoeiro. Essas plantas têm potencial para desempenhar um papel bastante positivo na agricultura sustentável, especialmente em países em desenvolvimento.

As pesquisas são desenvolvidas dentro da rede de biossegurança, na qual os produtos geneticamente modificados que a Embrapa pretende colocar no mercado nos próximos anos são avaliados quanto à segurança alimentar e meio ambiente.

Como o algodão é uma espécie nativa do Brasil, os cuidados são redobrados e a Empresa vem desenvolvendo uma série de estudos para avaliar os impactos de risco da liberação das plantas transgênicas no ambiente. Está sendo desenvolvido também um mapeamento de populações silvestres de algodão para evitar o plantio de plantas transgênicas em áreas próximas a elas.

Controle biológico

Outra ferramenta usada pela Embrapa para livrar o algodão dos ataques do bicudo é o desenvolvimento de pesquisas de controle biológico de pragas. O controle biológico tem como objetivo controlar as pragas agrícolas e os insetos transmissores de doenças a partir do uso de seus inimigos naturais. É um método de controle racional e sadio, pois se baseia no estudo da relação entre os seres vivos no meio ambiente, que é reproduzida pelos cientistas em condições de laboratório.

Uma das tecnologias inovadoras desenvolvidas nesse campo é um inseticida biológico para o controle de lagartas que atacam o algodão. Ele foi formulado a partir de uma bactéria denominada Bacillus thuringiensis (Bt), que tem como grande vantagem a especificidade para o controle de algumas lagartas pragas da agricultura, como as que atacam o algodão. Estão sendo desenvolvidas também pesquisas com fungos para controlar os pulgões, outra praga do algodão no Brasil.

Segurança biológica

Além das pesquisas de controle biológico e biotecnologia para desenvolver produtos, a Embrapa aposta em medidas preventivas para evitar a entrada de novas ameaças a essa cultura no país.

Quando as espécies apresentam contaminações por pragas que já existam no Brasil, o material é tratado e devolvido à instituição de origem, mas quando não ocorrem no Brasil e não têm tratamento adequado, o material é incinerado.

A exposição da Embrapa na Feira Botânica do Shopping CasaPark acontece no dia 27 de agosto (Sábado), das 10 às 21 h, e no dia 28 (Domingo), das 10 às 18 h. As informações são da assessoria de imprensa da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.

Fonte: http://www.agrolink.com.br/noticias/pg_detalhe_noticia.asp?Cod=30823


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