Inclusão social para mais de mil agricultores no Amapá


Pelo menos 1.100 pequenos agricultores, nos municípios de Mazagão, Porto Grande e Santana, no Amapá, serão beneficiados a partir deste ano com unidades de produção. São dois projetos de inclusão social, no valor de R$ 210 mil, da Embrapa Amapá, inseridos no Programa Fome Zero, financiados pelo Ministério do Desenvolvimento Social. As ações,
coordenadas pelo pesquisador Emanuel Cavalcante, já começaram a ser implementadas.

Duas áreas de dois hectares, em cada município, já foram selecionadas e estão sendo trabalhadas para a implantação das unidades. As ações, segundo o pesquisador, têm como objetivo mudar "a cara da produção" com novas práticas agrícolas, a curto prazo, alterando a dinâmica produtiva de assentamentos e de pequenas comunidades rurais, gerando mais renda.

Em Porto Grande ( 13.217 habitantes ) e Santana ( 91.310 habitantes ), os projetos serão desenvolvidos nos assentamentos Nova Colina e Anauerapucu, respectivamente. Nos dois anos de ações, a Embrapa Amapá, Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, vai implantar
unidades demonstrativas de plantios em consórcio.

Serão plantados arroz, milho, feijão e mandioca, no item culturas alimentares; e fruteiras como banana, maracujá, mamão, limão, abacaxi e graviola. Mas os projetos nos assentamentos Nova Colina e Anauerapucu vão mais longe. Serão implantadas também unidades com fruteiras e hortaliças utilizando sistemas de irrigação. "Queremos transformar essas unidades em propriedades-modelos de produção", aposta Emanuel Cavalcante.

Os projetos, em Mazagão ( 13.139 habitantes ) e também em Santana, vão beneficiar famílias de pequenos agricultores em áreas de várzea e terra firme, fora de assentamentos, com sistemas agroflorestais. Nesta ação, o objetivo é reduzir a degradação ambiental, fixar o agricultor no meio rural e viabilizar o aumento da oferta de produtos à população do estado.

Três modelos de sistemas agroflorestais, a princípio, já estão escalados para as ações: feijão caupi para produção de grãos - cujo resíduos serão incorporados ao solo após a colheita, fornecendo matéria orgânica e nutrientes; consórcio de mangueiras com arroz, milho, feijão, mandioca e hortaliças; e cultivo de cupuaçuzeiros com bananeiras e
açaizeiros em faixas de plantio.

O estado do Amapá, com 16 municípios e pouco mais de 500 mil habitantes, segundo o IBGE, tem hoje, oficialmente, 30 projetos de assentamentos e uma reserva extrativista. De acordo com o gestor do Sistema de Informação de Projetos de Reforma Agrária do Incra, no estado, Pedro Carlos Rosa da Silva, 7.301 famílias estão assentadas nesses projetos.

SERVIÇO

Projetos: "Desenvolvimento da Agricultura Familiar em Assentamentos rurais do Estado do Amapá" e "Alternativas Agroflorestais para a Agricultura familiar do Ecossistema de Várzea do Amapá".

Valor: R$ 210 mil
Financiamento: Ministério do Desenvolvimento Social
Execução: Embrapa Amapá
Duração: 24 meses
Pesquisador responsável: Emanuel Cavalcante
Contato: (96) 241-1551 - Ramal 219
E-mail: emanuel@cpafap.embrapa.br
Municípios beneficiados: Porto Grande, Mazagão e Santana
Legenda da foto: No município de Santana, os agricultores já estão
preparando uma unidade de produção
Crédito da foto: Emanuel Cavalcante
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Jornalista Fernando Sinimbu
Registro 654 MTb/PI
Embrapa Amapá
Fone: (96) 241-1551 - ramal 205
E-mail: fernando@cpafap.embrapa.br

FONTE: Embrapa Amapá


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