Evento reúne especialistas de todo o globo na recuperação de áreas degradadas


Especialistas em recuperação de florestas e de áreas degradadas de várias partes do globo estarão reunidos entre os dias 4 e 8 de abril em Petrópolis, no Rio de Janeiro, para a Oficina sobre Restauração da Paisagem Florestal. O evento proporcionará a troca de experiências e o debate sobre formas de financiamento, novas tecnologias e políticas públicas empregadas por diversos países para recuperar áreas impactadas por ações humanas ou desastres naturais, como deslizamentos e enchentes. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, participará da abertura da oficina, no dia 4. O evento não será aberto ao público. Confira a programação abaixo.

Durante o evento, serão apresentados cinco casos brasileiros de reabilitação de ecossitemas, um sobre cada bioma - Mata Atlântica (foto), Cerrado, Pantanal, Amazônia e Caatinga. Os trabalhos foram selecionados durante o Encontro sobre Recuperação Florestal de Áreas Degradadas, que aconteceu entre os dias 15 e 19 na cidade de Ouro Preto (MG). "A realização do evento no Brasil é o reconhecimento de que o país tem trabalhos relevantes na recuperação de áreas degradas", disse o diretor do Programa Nacional de Florestas do MMA, Tasso de Azevedo.

Conforme o engenheiro florestal Luiz Sérvulo de Aquino, da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA, os melhores trabalhos brasileiros sobre recuperação florestal são desenvolvidos pelos setores de geração de energia e de mineração. O plantio de árvores no entorno de reservatórios de hidrelétricas e nas áreas afetadas ou abandonadas por mineradoras é necessário para reduzir os impactos causados por essas atividades.

Um exemplo histórico de recuperação de áreas degradadas é o da Floresta da Tijuca, hoje abrigada pelo Parque Nacional da Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro. A área começou a ser reflorestada no Século XIX após anos de desmatamento e atividades agrícolas, principalmente para proteger nascentes que abastecem a cidade. De 1862 a 1885, teriam sido plantadas cerca de cem mil mudas, muitas de espécies exóticas.

Outro destaque da oficina é a presença da delegação chinesa. De acordo com Azevedo, o país desenvolve o maior programa de florestamento e reflorestamento do globo, com um plantio anual de dois milhões de hectares de matas. "A China começou esse trabalho por questões de segurança. Muitos deslizamentos estavam ocorrendo devido à falta de cobertura vegetal, de florestas", disse.

O evento é apoiado pela UICN (União Internacional para Conservação da Natureza), Ministério do Meio Ambiente e Parceria Global para Restauração da Paisagem Florestal, que reúne dezenas de organismos da Nações Unidas, de governos e organizações não-governamentais.

Edital - Nos próximos dias, será lançado um edital do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) voltado à recuperação de matas ciliares (que protegem as margens dos rios, por exemplo) e do entorno de nascentes. A iniciativa é fruto de uma parceria entre os ministérios do Meio Ambiente e da Integração Nacional e atende ao pleito de muitos administradores que participaram da 8ª Marcha dos Prefeitos. "A recuperação dessas florestas ganha ainda mais importância neste mês, que é dedicado à água", disse o diretor do FNMA, Elias Araújo.

Programação
Local - Palácio Rio Negro, Petrópolis (RJ)
Mais informações em http://www.iucn.org/themes/fcp/experience_lessons/flr_iucn.htm
4 de abril - Manhã
Abertura, com Tasso de Azevedo, diretor do Programa Nacional de Florestas do MMA
Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva
Tim Rollinson, diretor-geral da Comissão de Florestas do Governo Britânico
Mia Soderlund, coordenadora do Fórum de Florestas das Nações Unidas
Manoel Sobral Filho, diretor-executivo da Organização Internacional sobre Madeiras Tropicais
Jiang Zehui, presidente da Academia Chinesa de Florestas
Coletiva de imprensa com a ministra Marina Silva

FONTE:
http://www.mma.gov.br/ascom/ultimas/index.cfm?id=1643


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