A
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada
ao Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento, reuniu, de 21 a 23 de junho, em sua sede
em Brasília, representantes de várias instituições
com interesse na produção do dendê.
O resultado do encontro foi a elaboração
de um documento que apresenta as oportunidades e os entraves
para as pesquisas e para a expansão desta cultura
no Brasil.
Apesar
da palmeira dendezeiro ter entrado no Brasil no século
dezessete, trazida por escravos vindos da África,
a produção do dendê no país
nunca foi significativa. A produção nacional
atual eqüivale a 0,1% da mundial, hoje estimada em
25 milhões de toneladas, sendo o segundo óleo
vegetal mais produzido no mundo, perdendo apenas para
o óleo de soja.
O
Pará é o principal estado produtor, com
produtividade média de 3,32 toneladas por hectare
e utiliza 69 mil hectares com o dendezeiro. “Com a utilização
de tecnologias apropriadas ao cultivo, a produtividade
pode chegar a seis toneladas por hectare”, se entusiasma
o pesquisador Edson Barcelos, cedido pela Embrapa à
Secretaria de Estado de Produção Rural do
Governo do Estado do Amazonas.
Segundo
Barcelos, somente na Região Norte do país
existem seis milhões de hectares de área
alterada, que representa 10% de toda a área alterada
da região, ideais para o plantio do dendezeiro.
“Utilizando apenas essa extensão de terra conseguiríamos
produzir 30 milhões de toneladas de óleo
de dendê, quase a mesma quantidade do óleo
diesel consumida hoje no Brasil, que é de 35 milhões
de toneladas”, comenta.
A
escassez de recursos financeiros foi apontado pelo grupo
reunido em Brasília como um dos maiores entraves
tanto para a pesquisa quanto para abertura de novas áreas
de produção. Mas são muitos os fatores
favoráveis à cultura como: disponibilidade
de área; alta produtividade; mercado em expansão;
aproveitamento na produção de biodiesel;
baixo impacto ambiental negativo e grande demanda de mão
de obra, o que favorece a criação de frentes
de trabalho.
A
reunião em Brasília contou com a presença
de representantes dos Ministérios da Agricultura,
do Meio Ambiente, do Desenvolvimento Agrário, da
Ciência e Tecnologia, do Banco do Brasil, de cooperativas
de produtores de dendê e de empresas privadas.
Rose Azevedo (MTB 2978/13/74/DF)
Assessoria de Comunicação Social Embrapa
Contatos: (61) 448.4561 - rose.azevedo@embrapa.br
FONTE:
http://www21.sede.embrapa.br/noticias/banco_de_noticias/2005/folder.2005-06-01.2796884275/foldernoticia.2005-06-20.1902290580/noticia.2005-06-24.5992199823/mostra_noticia