Autoridades
em Pequim afirmaram que 360 milhões de chineses
na zona rural estão bebendo água poluída.
O governo admite também que mais de 70% dos rios
e lagos do país estão contaminados.
A notícia é mais um sinal de que o governo
do Partido Comunista enfrenta dificuldades para encontrar
um equilíbrio entre o acelerado desenvolvimento
econômico e o impacto ambiental.
Os canais chineses estão desaparecendo. As águas
dos rios se escurecem com dejetos industriais e esgoto
sem tratamento.
O total de pessoas ameaçadas pela água que
consomem representa um terço da população
das áreas rurais.
Arsênico
O diário oficial China Daily afirma que 2 milhões
de pessoas já contraíram doenças,
entre elas câncer, provocadas pela alta concentração
de arsênico na água.
A situação também é complicada
nas cidades. Nelas, a principal fonte de água são
os lençóis subterrâneos.
Uma pesquisa recente, porém, mostrou que 95% das
amostras analisadas estavam poluídas, algumas delas
com esgoto.
Um funcionário da organização governamental
responsável pela preservação ambiental
disse abertamente que a crise é resultado de políticas
equivocadas e má administração pública.
As autoridades encarregadas de limpar a poluição
resultante de décadas de crescimento econômico
enfrentam agora a oposição de indústrias
poluidoras e governos locais.
A atual liderança do Partido Comunista em Pequim
já enfatizou a necessidade de preservar o meio
ambiente no país, mas os últimos dados sobre
poluição da água revelam o tamanho
dos estragos até agora.
FONTE:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2005/03/050323_chinams.shtml