A
cada nova usina hidrelétrica, uma nova barragem.
Apesar de serem vistas como sinal de avanço econômico
e condição para o progresso do país,
as hidrelétricas vêm sempre acompanhadas
de grandes impactos sociais e ambientais, provocados pelas
barragens. O acúmulo de água em reservatórios
já motivou deslocamentos populacionais, perda de
área verde, desequilíbrio ecológico
e outros danos. Na lista de vítimas há grupos
humanos pouco favorecidos, como índios, agricultores
familiares e comunidades tradicionais. É por essa
razão que as barragens, que sempre foram assunto
de engenheiros e economistas, serão tema de um
encontro de cientistas sociais, em junho de 2005.
O I Encontro Cientistas Sociais e Barragens é uma
iniciativa do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano
e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Segundo o cronograma montado pela organização
do evento, a inscrição de trabalhos para
apresentação durante o evento deve ser feita
até o dia 12 de novembro. O encontro será
dividido em mesas-redondas e sessões temáticas,
estas com apresentação dos trabalhos inscritos.
Haverá sete sessões temáticas: Planejamento,
processos decisórios e estruturas institucionais;
Conflitos sociais e organização das populações
atingidas; Populações indígenas er
remanescentes de quilombos; Experiências de reassentamento,
reparação e compensação; Desenvolvimento
regional; Cultura, memória e imaginário;
Impactos territoriais e ambientais. Os trabalhos devem
ter no máximo 20 páginas, com formatação
definida pela comissão organizadora. As instruções
completas para inscrição de trabalhos estão
no site www.ippur.ufrj.br/barragens.
Com a realização deste I Encontro Cientistas
Sociais e Barragens, estará dado o pontapé
inicial de uma rede de cientistas dedicados ao tema das
barragens. A idéia é reunir estudiosos de
várias disciplinas que estejam pesquisando os processos
associados ao planejamento de implantação
e operação de barragens no Brasil, país
que tem 90% de sua energia gerada por hidrelétricas.
A partir do conhecimento compartilhado, os cientistas
deverão fortalecer sua intervenção
no debate sobre o impacto da infra-estrutura hidrelétrica
no Brasil, de modo a apontar falhas e sugerir correções
de rumo.
FONTE: http://www.cidadania.org.br/conteudo.asp?conteudo_id=4328