A
AGCO do Brasil lançou nesta quarta-feira (25-05)
o Projeto Gestão Sustentável dos Recursos
Hídricos: Reúso de Água. O projeto,
que contribui para o uso racional e a conservação
sustentável dos mananciais, busca a utilização
mínima de água nos processos produtivos
e a máxima proteção ambiental com
menor custo. A solenidade aconteceu na fábrica
de tratores, em Canoas (RS), onde o projeto foi implantado.
O
vice-presidente superintendente Massey Ferguson Normélio
Ravanello comentou sobre o pioneirismo da AGCO em técnicas
produtivas e em certificação ISO em seu
setor, ao falar que o projeto, também pioneiro
no Brasil, só traz ganhos ambientais. “É
um sistema que visa o tratamento da água, em uma
etapa final, por meios mais naturais possíveis,
usando uma tecnologia limpa, evitando desperdícios
e economizando recursos”, disse.
Segundo
a engenheira Ana Cristina Curia, do Departamento de Meio
Ambiente, Segurança e Saúde Ocupacional
da AGCO, o sistema, bastante simples e inovador, também
está sendo implantado na fábrica de colheitadeiras
da AGCO em Santa Rosa (RS) e deve ser inaugurado lá
em 2006.
Entenda
o sistema:
Além
do Sistema de Gestão Ambiental (SGA) e técnicas
de Produção mais Limpa já implantados
na empresa, a AGCO do Brasil criou a Estação
de Tratamento de Efluentes (ETE) como tratamento terciário,
para controle de fim-de-tubo. Entre as várias técnicas
de tratamento de efluentes para reúso, a AGCO elegeu
um sistema natural de tratamento de efluentes sem uso
de produtos químicos, o Sistema de Plantas Aquáticas
Emergentes – PAE, conhecido internacionalmente como Constructed
Wetlands. Além do reúso do efluente tratado,
o sistema PAE possibilita a redução da toxicidade
do efluente. O sistema PAE foi realizado com o uso de
plantas aquáticas das espécies Junco e Taboa.
A
obra de instalação do projeto na empresa
em escala industrial foi iniciada em dezembro de 2004
e o sistema de tratamento passou a funcionar em abril
de 2005. Com o tratamento, o efluente final tratado é
reutilizado para descarga em todos os sanitários
da empresa, lavagens industriais, posto de lavagem de
tratores, rede de hidrantes, irrigação paisagística
e preparação de emulsões oleosas.
A
medida vai proporcionar economia de 70% da água
atualmente utilizada para fins industriais, reduzindo
o consumo de água nobre proveniente de águas
subterrâneas e de abastecimento público.
Segundo a engenheira Ana Cristina Cúria, a meta
é chegar a 100% de reaproveitamento. A grande vantagem
da utilização da água de reúso
é a de preservar água potável exclusivamente
para atendimento de necessidades que exigem a sua potabilidade,
como o abastecimento humano.
Na
Estação de Tratamento de Efluentes - ETE
da AGCO do Brasil são tratados os efluentes da
empresa e da International Indústria Automotiva
da América do Sul Ltda. A ETE está sendo
gradativamente aprimorada para absorver efluentes provenientes
de futuras ampliações. Antes de a rede total
ser implantada, os efluentes eram tratados e destinados
ao arroio Berto Círio.
Com
o avanço das técnicas para o uso racional
dos recursos hídricos, optou-se pela adoção
de um processo que possibilitasse o reúso do efluente
tratado, com a redução de custos associados
ao uso de produtos químicos, energia, geração
de lodo e entre outros. As informações são
da assessoria de imprensa da AGCO.
Fonte:
http://www.agrolink.com.br/noticias/pg_detalhe_noticia.asp?Cod=27254