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O
Ibama por meio da sua Coordenação
Geral de Fauna e do Centro de Proteção
de Primatas Brasileiros está organizando
o Workshop Primatas Amazônicos Ameaçados.
O encontro acontecerá em Manaus, de amanhã
(28) a sexta-feira (30) e visa acompanhar de forma
mais efetiva a situação das espécies
ameaçadas, bem como as ações
desenvolvidas para conter o avanço do desmatamento.
O evento terá a participação
de pesquisadores das Universidades Federal do Pará
e da Amazônia, do Museu Paraense Emílio
Goeldi, da Fundação Oswaldo Cruz,
do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia,
do Centro de Primatologia do Rio de Janeiro, do
Zoológico da Filadélfia (EUA), entre
outras instituições.
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O
Workshop servirá também para o Ibama definir
a composição e a estrutura do Comitê
para Conservação e Manejo dos Primatas Amazônicos.
Trata-se de um fórum permanente que pretende instituir
para discussão e acompanhamento das ações
de conservação das espécies, a exemplo
dos comitês que já existem para os micos-leões
e para os muriquis, espécies da Mata Atlântica
ameaçadas de extinção.
Para o biólogo Marcelo Marcelino, Chefe do Centro
Primatas, o workshop vai analisar a situação
das espécies ameaçadas e avaliar as outras
espécies amazônicas que podem vir a integrar
a Lista Oficial da Fauna Ameaçada de Extinção.
Os resultados do evento indicarão ao Ibama as principais
diretrizes a serem adotadas, quais serão os planos
de ação e como serão acompanhados
pelos pesquisadores e demais interessados.
Consequências do desmatamento
O Brasil é o país com a maior diversidade
de primatas do mundo. São 103 espécies e
nada menos do que 70% delas estão na Amazônia.
Na Lista Oficial da Fauna Ameaçada de Extinção,
assim como na Lista Vermelha da União Internacional
para a Conservação da Natureza (UICN), das
26 espécies de primatas brasileiros consideradas
sob ameaça de extinção, 11 são
espécies amazônicas. Embora a Amazônia
não tenha sofrido ainda tanto quanto outros biomas
brasileiros, como o Cerrado, a Caatinga e, principalmente,
a Mata Atlântica, o desmatamento na região
amazônica avança a passos largos. Somente
entre os anos de 2003 e 2004 foram desmatados 26.130 km2,
e para o período 2004 e 2005 a taxa de desmatamento
pode ficar acima de 25.000 Km2.
Vários fatores têm contribuído para
as taxas altíssimas de desmatamento, entre eles
destacam-se o crescimento do rebanho bovino, a expansão
da agricultura mecanizada, principalmente da soja e a
grilagem de terras. As áreas críticas concentram-se
no centro-norte do Mato Grosso e na região central
de Rondônia avançando para o oeste do Pará
e sudeste e sul do Estado do Amazonas, o que compõe
o chamado arco do desmatamento. Nessa região, algumas
espécies de primatas, como o cuxiú-preto,
considerada uma espécie em perigo, já perderam
mais de 30% de sua área de distribuição
em pouco mais de três anos. Outra espécie,
como o sauim-de-coleira ou sauim-de-duas-cores, cuja área
de ocorrência natural coincide com o espaço
urbano em crescimento da cidade Manaus, é considerada
criticamente em perigo, em conseqüência da
progressiva redução e isolamento de suas
populações remanescentes.
São consideradas Espécies amazônicas
ameaçadas: Guariba (Alouatta belzebul ululata);Macaco
caiarara (Cebus kaapori);Sauim-de-coleira (Saguinus bicolor);Coatá
(Ateles marginatus);Coatá (Ateles belzebuth); Cuxiú-preto
(Chiropotes satanas);Uacari-branco (Cacajao calvus calvus);Uacari
(Cacajao calvus novaesi);Uacari-vermelho (Cacajao calvus
rubicundus);Cuxiú-cinza (Chiropotes utahickae);Macaco-de-cheiro
(Saimiri vanzolinii).
Aldo Sérgio
Ibama/CPB
Fonte:
http://www.ibama.gov.br/novo_ibama/paginas/materia.php?id_arq=3207
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