Selo pioneiro de certificação FSC


O pessoal da Associação dos Seringueiros da Reserva Extrativista São Luiz do Remanso, no Acre, é pioneiro no país ao obter certificação FSC (Forest Stewardship Council ou Conselho Brasileiro de Manejo Florestal) para o manejo comunitário de uso múltiplo.

Existem hoje quatro florestas comunitárias certificadas no Acre, totalizando uma área de 14 mil hectares. A área de manejo comunitário em Porto Dias, também no Acre, que já havia certificado a madeira, conquistou em abril a certificação do primeiro produto não-madeireiro, o óleo de copaíba.

O que é inovador agora é a certificação simultânea de diversos produtos, inclusive dois inéditos: a jarina, conhecida como marfim-vegetal, e as cascas de árvores.
A certificação FSC é a garantia de que a floresta é explorada de forma legal e sustentável, ou seja, ecologicamente correta, socialmente justa e economicamente viável, beneficiando a sociedade como um todo.

A floresta certificada no Projeto de Assentamento Extrativista São Luís do Remanso tem uma área de 7.205 hectares. Os produtos extraídos com o selo verde FSC são a madeira em tora, cascas de árvores, o óleo de copaíba e a semente de jarina.

A jarina é uma semente de palmeira de grande beleza, usada para fazer bijuterias. A copaíba é uma espécie rara e seu óleo despertou o interesse das indústrias farmacêutica e cosmética devido a suas propriedades cicatrizante, antiinflamatória, e diurética.

A certificação da área beneficia diretamente 47 famílias: 25 estão envolvidas com o manejo da jarina, 8 com o manejo de copaíba e 14 com o manejo da madeira.

Além dessa floresta, que já recebeu o selo verde, o Projeto de Assentamento Extrativista de São Luís do Remanso, no município de Capixaba, tem 39,5 mil hectares e inclui duas outras áreas que estão sendo manejadas e poderão ser certificadas no futuro.

O processo de certificação foi conduzido pelo Imaflora, representante do Brasil da certificadora credenciada Rainforest Alliance.

"O uso racional dos recursos naturais é importante para manter em pé a maior floresta tropical do mundo, bem como toda a biodiversidade que ela abriga, mas também para garantir o sustento das populações tradicionais", assinala Luís Meneses, coordenador do Programa Amazônia do WWF-Brasil.

O selo FSC abre novos nichos de mercado e agrega valor ao produto e com isso melhora a vida da comunidade local e da sociedade como um todo.

Altino Machado

FONTE: http://www.amazonia.org.br/noticias/noticia.cfm?id=136264


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