Rede Brasil Livre de Transgênicos faz manifestação em Porto Alegre


A REDE BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS CONVIDA PARA:

CERIMÔNIA OFICIAL DE INAUGURAÇÃO DO CONSULADO DA REPÚBLICA DA SOJA EM PORTO ALEGRE, DURANTE FÓRUM MUNDIAL SOCIAL

PROTESTE CONTRA O PLANO CORPORATIVO DA MONSANTO E DE OUTRAS INDÚSTRIAS DE ALIMENTOS MANIPULADOS GENETICAMENTE EM MONOPOLIZAR A PRODUÇÃO DE ALIMENTO MUNDIAL

Existe um claro plano corporativo das indústrias de transgênicos como Monsanto, Syngenta e outras em controlar a produção de alimento, dominando a produção das principais commodities (p. ex. soja, canola, milho e algodão) em todo o mundo (EUA, América do Sul e Ásia). O principal ator deste jogo é a Monsanto. Cerca de 90% das variedades transgênicas plantadas no mundo foram vendidas diretamente ou licenciadas pela Monsanto. Seu principal objetivo é aumentar o número de áreas transgênicas plantadas no mundo, substituindo áreas de culturas convencionais e orgânicas, tornando cada vez mais difícil para o mundo a opção de produção de alimentos não transgênicos. A principal área de expansão agrícola da Monsanto é a América do Sul.

Este plano corporativo de disseminação dos transgênicos apresenta altos riscos para o meio ambiente, biodiversidade, produtores e consumidores. A soja transgênica da Monsanto acarreta no aumento da quantidade de agrotóxicos aplicados na lavoura, como pôde ser visto nos EUA. Também promove a destruição das florestas como vem ocorrendo na Argentina, e suas sementes são responsáveis pela contaminação das lavouras convencionais e orgânicas, o que já vem acontecendo no Brasil.

A República da Soja não é um mito, já é um fato. Trata-se de uma estratégia corporativa de negócios visando apenas o lucro da Monsanto e outras indústrias de biotecnologia por meio da cobrança de royalties sobre as sementes transgênicas. Mas, este plano de negócios causa várias conseqüências negativas sobre a população e o meio ambiente, ameaçando imensas áreas de países como o Brasil, a Argentina, Paraguai, Uruguai e possivelmente a Bolívia.

Essa estratégia corporativa envolve a rápida disseminação da receita tecnológica da Monsanto: espalhar a soja Roundup Ready e outras variedades transgênicas. Os produtores são diretamente afetados pela cobrança de royalties sobre o uso da tecnologia e na escassez de oferta de sementes convencionais no mercado. A produção familiar e comunidades tradicionais são afetadas uma vez que o pacote tecnológico Monsanto intensifica a industrialização das lavouras agrícolas favorecendo apenas a produção em larga escala.

A biodiversidade é diretamente afetada graças à intensificação da agricultura em larga escala, promovendo a destruição de florestas e transformando gigantescas áreas em grandes campos transgênicos. E, finalmente, a soberania alimentar de um povo é afetada, pois se produz aquilo que as grandes corporações querem que seja produzido, pelo valor que impuserem.

A República da Soja é um claro exemplo para as sociedades protestarem contra a produção agrícola industrial, contra o tipo de agricultura que a Monsanto impõe e controla mundo afora.

É PRECISO DETÊ-LOS JÁ!

Como eles conduzem seu plano corporativo?
Em primeiro lugar, a Monsanto pede aprovação e liberação de cultivo e comercialização de variedades transgênicas.

Mesmo com o pedido negado, a Monsanto se beneficia da natureza destes organismos vivos, pois eles podem se multiplicar e se espalhar na natureza. Além disso, a empresa também pode se beneficiar do fato que as sementes transgênicas podem contaminar facilmente uma carga convencional, seja no transporte, no uso do maquinário, no momento do plantio ou outros.

Estabelecida a contaminação da produção, existe uma forte pressão da multinacional sobre os Governos para autorização de venda das sementes. Esta estratégia é chamada "estratégia do fato consumado", isto é, uma vez que já aconteceu, cabe ao Governo autorizar. Logo, toda legislação relativa a transgênicos em um país é alterada.

Paralelamente os agricultores são convencidos de que variedades transgênicas oferecem melhores benefícios econômicos. E o passo seguinte é convencer a população que os transgênicos são mais saudáveis, usam menos agrotóxicos e contribuem para a preservação do meio ambiente.

Dessa forma, empresas como a Monsanto podem obter vantagens de várias maneiras: por meio da venda de sementes transgênicas, pelo uso de agrotóxico, haja visto que as variedades transgênicas são totalmente dependentes deles e seu uso é crescente, e por meio da cobrança dos royalties pelo uso da tecnologia.

O Estado do Rio Grande do Sul é um típico caso de aplicação desta estratégia. Em 1998, a Monsanto solicitou o primeiro pedido de autorização de cultivo e comercialização da soja RR no país. Uma vez embargado judicialmente o pedido, agricultores plantaram ilegalmente as sementes da Monsanto. Quando quase todo território do RS já se encontrava contaminado com soja transgênica, foi promovido um fortíssimo lobby junto ao Governo Federal.

Hoje, segundo dados do Ministério da Agricultura para a safra 2003/2004, cerca de 93% da produção agrícola de soja transgênica está concentrada no Rio Grande do Sul e para cada grão colhido, a Monsanto recolheu royalties, fazendo o agricultor pagar pela sua produção. Diferente do ano passado a próxima safra terá a cobrança de royalties pela Monsanto condicionada à legalidade das sementes.

Tudo isso foi estrategicamente pensado para que no final das contas o mercado de sementes esteja completamente sobre o domínio das empresas de biotecnologia, seja por controle direto ou através de acordos comerciais com outros fornecedores de sementes. Os produtores dependentes das sementes transgênicas, o mercado sem alternativas de comercialização e o mundo tendo que comer produtos geneticamente modificado sem poder dizer NÃO.

COMO CONTRIBUIR PARA QUE ISSO NÃO ACONTEÇA?

Durante o Fórum Social Mundial vai acontecer a cerimônia oficial de inauguração do Consulado da República da Soja, expondo o plano corporativo da Monsanto no Brasil e em outros países da América do Sul mostrando que há resistência e que continuará havendo luta contra os transgênicos.

PARTICIPE VOCÊ TAMBÉM!!!

QUANDO: dia 28/01, sexta - feira
PONTO DE ENCONTRO: Estacionamento do Parque Moinho de Vento (Parcão) na R. Mostardeiro / Bairro Moinho de Vento
HORA: 11 horas
COMO: O ideal é que os grupos se dirigiram diretamente ao ponto de encontro, no horário agendado.
Como alternativa, serão formados alguns grupos no Gasômetro que deverão ir até o local utilizando transporte público.

CONTATOS:
Rede Brasil Livre de Transgênicos: (061) 9981 3324 com Gabriel
Greenpeace: (011) 8245 2249 com Gabriela
Terra de Direitos: (11) 9946 9512 com Maria Rita


FONTE:
http://www3.pr.gov.br/noticias/seab/noticiascompletas.php?noticia=4&arquivo=noticia.txt


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