Durante
o almoço de lançamento do arroz híbrido
Arize 1003, da Bayer CropScience, o gerente mundial da
empresa para a área de arroz, Frédéric
Arboucalot, informou aos editores da Revista Planeta Arroz
que a empresa tem condições de disponibilizar
para o mercado brasileiro, em 2008, a primeira variedade
de arroz transgênico, o Liberty Link, com características
de tolerância a herbicidas que usam como ingrediente
ativo o glufosinato de amônia.
O
produto ainda está em fase de testes no mundo inteiro,
mas deverá entrar no mercado nas próximas
duas safras nos Estados Unidos e na Ásia.
Arboucalot
afirmou, no entanto, que apesar da nova legislação
brasileira de biossegurança abrir esta possibilidade,
a decisão depende ainda de alguns fatores importantes.
“O arroz é um produto muito sensível e os
transgênicos ainda um tema polêmico para os
consumidores. Talvez esta seja uma discussão que
levará mais tempo ainda para amadurecer”, explicou.
Para
o dirigente mundial da área de arroz da Bayer,
é preciso que haja um convencimento das vantagens
de uso desta tecnologia na cadeia produtiva do arroz do
Brasil. Além disso, é preciso que o consumidor
final aceite consumir o produto.
Ele
reconhece que a comercialização do produto
precisaria de rotulagem especial. “Neste momento seria
muito importante que a indústria de arroz do Brasil
se posicionasse sobre a viabilidade do projeto”, frisa.
Para Arboucalot, testar as cultivares modificadas seria
muito fácil. O mais difícil seria obter
a aprovação da opinião pública.
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Alguns alimentos mais direcionados à ração
animal têm mais fácil aceitação.
No caso do arroz, que é um alimento básico
dos brasileiros, talvez se torne mais difícil e
demande um período de adaptação,
apesar de suas vantagens agronômicas e econômicas
para o produtor e também para o meio ambiente,
destacou.
O
Liberty Link, em tese, faz com que o produtor reduza o
uso de defensivos.
HÍBRIDO
Uma
das possibilidades, segundo Arboucalot, seria o lançamento
de uma cultivar transgênica LL, híbrida.
A alternativa, embora a Bayer CropScience não tenha
confimado, teria o objetivo de evitar os prejuízos
da pirataria de sementes que atingiu o sistema Clearfield,
da concorrente Basf.
O
Instituto Rio-grandense do Arroz (Irga) já desenvolveu
uma cultivar LL. O gene de resistência ao glufosinato
de amônia, foi introduzido à variedade Irga
410, mas os testes foram queimados por determinação
da CTNBio, em 1999. A empresa AgrEvo, comprada pela Bayer
há três anos, abandonou as pesquisas no Rio
Grande do Sul também em 1999.
Fonte:
http://www.planetaarroz.com.br/noticias_view.php?idnoticiarelease=1496