Brasília
(27/05/05) – As reservas extrativistas na Amazônia
Legal contarão por mais três anos com financiamento
do Banco Mundial. O contrato da segunda fase do Projeto
Resex foi renovado na última quarta-feira em reunião
entre representantes dos ministério do Meio Ambiente
e o do Planejamento, do Ibama, do Banco Mundial, da União
Européia, do Programa Piloto de Proteção
de Florestas Tropicais no Brasil (PPG-7).
A
prorrogação do projeto, no entanto, está
condicionada ao cumprimento de metas negociadas para o
segundo semestre. Entre elas, o treinamento em organização
e gestão ambiental de quatro reservas.
O
Projeto Resex integra o PPG-7 e começou a ser executado
em 2003, mas foi suspenso no início do ano passado
por causa de auditorias internas realizadas para averiguar
a correta aplicação dos recursos da cooperação.
O
contrato prevê a aplicação de US$
8,5 milhões na implementação de reservas
extrativistas na Amazônia Legal. Deste montante,
já foram usados 12,5%.
O
coordenador do Centro Nacional de Populações
Tradicionais (CNPT) do Ibama, Paulo Oliveira, diz que
a renovação do contrato é fundamental
para a implementação das reservas extrativistas
e prioritária para o CNPT. Quando o contrato foi
assinado pela primeira vez, havia no Brasil apenas 4 unidades
deste tipo, hoje são 41, sendo que 33 se localizam
na Amazônia Legal.
Segundo
Oliveira, a renovação tornou-se possível
porque o Ibama e o CNPT regularizaram as contas do projeto
junto ao Tribunal de Contas da União e à
Secretaria Federal de Controle. A equipe do projeto foi
reformulada e os objetivos do projeto, atualizados.
Sandra
Sato
Ibama/Sede
Fonte:
http://www.ibama.gov.br/novo_ibama/paginas/materia.php?id_arq=2743