Conselho de biossegurança veta milho tolerante ao glifosato


Em sua primeira reunião, nesta sexta-feira (27-05) em Brasília, o Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS) vetou a importação, da Argentina, de milho geneticamente modificado da variedade NK 603 (tolerante ao herbicida glifosato) para ração animal. A informação é do subchefe adjunto de Análise e Acompanhamento de Políicas Governamentais da Casa Civil, Johaness Eck.

A decisão não atinge, no entanto, a compra - autorizada em março pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) - das 400 mil toneladas de grão transgênico resistentes a insetos Cry1ªb e Cry1ªc pleiteadas pela Associação Avícola de Pernambuco. Após pedido de recurso pelo Ibama e a Anvisa contra o parecer da CTNBio, o conselho tinha 60 dias para analisar a medida, prazo vencido nesta sexta-feira (27-05). A falta de garantia de que essa variedade não prejudica a saúde e o meio ambiente motivou a ação judicial.

De acordo com o presidente da Associação Gaúcha de Avicultores (Asgav), Aristides Vogt, se a decisão comprometer o abastecimento de milho para alimentação dos animais, caberá ao governo encontrar outra solução. "Aqui no Rio Grande do Sul não havia entrado nada ainda, mas pedidos já haviam sido feitos." O dirigente tem informações de que dois navios já teriam desembarcado parte das 40 mil t/mês do grão negociadas com o país vizinho.

Para o diretor-técnico do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos (Sips) do RS, Rogério Kerber, a importação de milho argentino é apenas a complementação de uma necessidade que vinha sendo estudada. "Trata-se de uma alternativa como forma de suprimento da demanda, mas ainda não tinha sido feito nenhum negócio", assegurou.

Durante o encontro, foi embargada também a liberação, pela CTNBio, da importação sem necessidade de parecer técnico prévio, o que constituiria em uma autorização automática para compra.

O CNBS se reunirá novamente em 60 dias, quando os onze ministros discutirão a regulamentação da Lei de Biossegurança, que instituiu o próprio conselho e a CTNBio.

Fonte:
http://www.agrolink.com.br/noticias/pg_detalhe_noticia.asp?Cod=27337


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