A
coordenação de Educação Ambiental
do Ibama realizará o XX Curso de Introdução
à Educação no Processo de Gestão
Ambiental, com o apoio do instituto Vivo, no período
de 08 a 21/08/2005 no Rio de Janeiro. O objetivo do curso
é unificar esforços no sentido de capacitar
técnicos do Ibama e de outros órgãos
e instituições parceiras, para atuarem coletivamente
nas ações de gestão ambiental, relativas
ao desempenho das suas competências nos diversos
estados da federação.
De natureza introdutória, o curso dá inicio
a formação do educador para atuar na gestão
ambiental. Por esta razão, ele é pré-requisito
para qualquer servidor do Ibama, trabalhar como educador
na equipe do Programa de Educação Ambiental,
seja na sede, nos NEAs (Núcleos de Educação
Ambiental) das gerências executivas e centros especializados,
nas UDs (Unidades Descentralizadas), ou nas unidades de
conservação.
Talvez por haver uma tendência a se confundir educação
com escolarização, historicamente, as ações
de educação ambiental e os esforços
de capacitação de educadores, mesmo nos
órgãos ambientais, se voltaram para a educação
formal. O chamado campo da educação ambiental
não-formal restringiu-se, basicamente, a ações
pontuais e eventuais da “conscientização”,
praticadas por órgãos ambientais, prefeituras,
ongs e outros. Nestas atividades, o forte é a utilização
de determinados recursos e/ou estratégias pedagógicas
como folderes, cartazes, cartilhas, revistas em quadrinhos,
campanhas de esclarecimentos, vídeos, chamadas
apelativas na mídia, jingles, músicas, peças
de teatro, minicursos, palestras, vivências, programas
de rádio, literatura de cordel etc, abordando temas
ambientais. Geralmente desvinculadas de uma proposta educativa
mais ampla, as ações são de curta
duração e tendem a esgotarem–se em si mesmas.
Nos órgãos do Sistema Nacional de Meio Ambiente
-SISNAMA, a educação ambiental deve ser
praticada em articulação com atividades
como conservação da biodiversidade, zoneamento
ambiental, licenciamento, gerenciamento costeiro, manejo
sustentável de recursos ambientais, gestão
de recursos hídricos, ecoturismo, gerenciamento
de resíduos e outras. Isto significa que o processo
educativo deve ser desenvolvido com os grupos sociais
diretamente envolvidos com as atividades de gestão
ambiental (produtores rurais, pescadores, grupos comunitários
afetados por riscos ambientais e tecnológicos,
irrigantes, técnicos de órgãos executores
de políticas públicas, cuja base está
no uso intensivo de recursos ambientais etc), objetivando
a sua participação na prevenção
e solução de problemas ambientais.
A prática da educação ambiental,
com esta perspectiva, exige que o educador possua, além
de um amplo conhecimento sobre a problemática ambiental,
também, capacidade tanto para desenvolver ações
educativas com grupos culturalmente diferenciados, quanto
para mediar situações conflituosas que envolvem
interesses de vários atores sociais na disputa
pelo controle e uso de recursos ambientais.
No entanto, o sistema educacional brasileiro ainda não
forma um profissional com este perfil. O curso de introdução
à educação no processo de gestão
ambiental, enquanto experiência pioneira no Brasil,
vem contribuindo para preencher esta lacuna. São
697 educadores do Ibama, Oemas (Órgãos Estaduais
de Meio Ambiente), Prefeituras, Ongs (Organizações
não Governamentais), Universidades, Secretarias
de Educação, INCRA (Instituto Nacional de
Colonização e Reforma Agrária), CHESF
(Companhia Hidrelétrica do São Francisco),
SENAC (Serviço Nacional do Comércio), Ministério
da Saúde, Vigilância Sanitária, Sindicatos
de Trabalhadores, CEF (Caixa Econômica Federal),
Petrobrás, atendidos nos 19 cursos já realizados.
De natureza introdutória, o curso dá inicio
a formação do educador para atuar na gestão
ambiental. Por esta razão, ele é pré-requisito
para qualquer servidor do Ibama, trabalhar como educador
na equipe do Programa de Educação Ambiental,
seja na sede, nos NEAs (Núcleos de Educação
Ambiental) das gerências executivas e centros especializados,
nas UDs (Unidades Descentralizadas), ou nas unidades de
conservação.
Na perspectiva de consolidar a profissionalização
da área de educação ambiental do
Ibama (e também influenciar outros órgãos
do SISNAMA), estão previstos cursos de aprofundamento,
abordando temáticas específicas da educação
ambiental na gestão do meio ambiente (gestão
de UCs; recursos hídricos; licenciamento; ordenamento
pesqueiro; asentamentos de reforma agrária; etc).
Ibama/Sede
FONTE:
http://www.ibama.gov.br/novo_ibama/paginas/materia.php?id_arq=3000