A
introdução do ensino de ciências desde
o ensino fundamental e a qualificação dos
professores da área são imprescindíveis
para o desenvolvimento científico e tecnológico
dos países em desenvolvimento, afirmaram hoje (29/11)
especialistas na abertura do Seminário Internacional
Ciência de Qualidade para Todos, promovido pela
UNESCO (Organização das Nações
Unidas para a Educação, a Ciência
e a Cultura) em parceria com os Ministérios da
Educação (MEC) e da Ciência e Tecnologia
(MCT).
“A cultura científica deve ser assegurada logo
nos primeiros anos de vida, de modo a estimular a criatividade
e a auto-motivação das crianças”,
afirmou Beatriz Macedo, Especialista Regional do Escritório
Regional de Educação da UNESCO para a América
Latina e o Caribe (OREALC.) Além dela, especialistas
em educação da Finlândia, Argentina,
México, Espanha, Reino Unido e Brasil estão
em Brasília para debater a construção
das bases de uma política pública voltada
para o desenvolvimento da educação em ciências
no País. O evento termina no dia 1º de dezembro,
quando será divulgado documento com as principais
propostas e conclusões dos especialistas.
“Se quisermos uma civilização científica
e tecnológica, é fundamental que tenhamos
uma escola capaz de inovar experimentalmente através
da ciência”, disse o Assessor Especial da UNESCO
no Brasil, Célio da Cunha. Mike Watts, do Froebel
College de Londres (Inglaterra), expôs a experiência
inglesa e ressaltou a importância da tecnologia
digital para o sucesso da implementação
de políticas públicas eficazes de educação
para ciência. Apesar de admitir o aumento do desinteresse
de jovens e professores pelo tema, ele ressaltou a importância
da ciência para a inclusão social e para
a inserção dos paises em desenvolvimento
no contexto da globalização: “Este investimento
é indispensável”.
O encontro, que conta com a organização
da UNESCO no Brasil e dos escritórios regionais
de Educação e de Ciência da UNESCO
para a América Latina e o Caribe (OREALC e ORCYT),
é patrocinado pelo Instituto Sangari, Coordenação
de Aperfeiçoamento de Pessoa de Nível Superior
(CAPES), Conselho Britânico e Embaixada da Finlândia.
Fonte:
http://www.unesco.org.br/noticias/releases/cien2/noticias_view